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09/01/2017 - 11:43 hs

Nordeste: econômia cai 4,3% e comércio 20% pela seca e transferência

A outra questão que explica a redução do crescimento no Nordeste é que a região é altamente dependente das transferências governamentais, que despencaram com a crise


 

A crise econômica e a seca derrubaram a economia do Nordeste. Levantamento feito pela Tendências Consultoria Integrada, publicada em reportagem do jornal o Estado de São Paulo, mostra que, em 2015 e 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) da região teve recuo médio de 4,3% ao ano – o pior resultado entre todas as regiões do País.

No mesmo período, a renda familiar encolheu 2% ao ano e as vendas no comércio despencarem quase 20%. Parte desse resultado negativo é reflexo da pior seca dos últimos 100 anos. Entre 2012 e 2015, o Nordeste teve prejuízos de R$ 104 bilhões por causa da falta d’água. Desse total, R$ 74,6 bilhões foram na agricultura, R$ 20,6 bilhões na pecuária e R$ 1 bilhão na indústria, além de perdas dos próprios municípios com programas de ajuda.

A outra questão que explica a redução do crescimento no Nordeste é que a região é altamente dependente das transferências governamentais, que despencaram com a crise. Cerca de 24% da renda familiar da região vem  de aposentadorias, pensões ou Bolsa Família, mas essa fonte de crescimento parece ter se esgotado.
 
Entre 2015 e 2016, a renda do Bolsa Família, por exemplo, teve queda média de 5,7% ao ano, segundo a Tendências. No período 2017-2021 deve crescer apenas 0,3% ao ano. Segundo  o pesquisador José Ronaldo de Castro Souza Júnior, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Nordeste teve ganhos de renda baseados em crédito e em programas sociais, mas nada foi feito para promover os avanços na produtividade para que essas conquistas fossem perenes.










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