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A economia do Brasil: de zumbi a morto vivo

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A OCDE publicou sua pesquisa no Brasil em 2018 assim que o país divulgou números mostrando que sua economia cresceu 1% no ano passado, seu primeiro ano de expansão desde 2014. Mas antes de comemorar o renascimento do zumbi econômico para a economia de alto crescimento, vale a pena olhar para algumas das distorções ilustradas na pesquisa. Eles sugerem a profunda indisposição que ainda está no coração da economia brasileira.

A primeira mostra é quanto os brasileiros pagam mais por bens de consumo e serviços, um fator que aumenta a desigualdade e os custos da economia. Por exemplo, um humilde Toyota Corolla no Brasil, que produz o veículo, custa mais de US $ 45.000. Isso se compara ao México, que também produz Corollas, mas custou pouco mais de US $ 30 mil, ou nos EUA, onde custou US $ 20 mil. Outras distorções de preços no Brasil incluem os serviços de telefonia móvel, que no Brasil são quase duas vezes mais caros por minuto do que os da Argentina e oito vezes os dos EUA.

A lista continua. As empresas de manufatura no Brasil gastam uma média de quase 2.000 horas por ano preparando seus impostos em comparação com 800 para a Venezuela e menos de 200 para os EUA. O Brasil tem as maiores tarifas de importação aplicadas dos países listados no relatório, cerca do dobro do nível da China e quatro vezes o dos EUA. O Brasil não ganhou novos mercados para suas exportações nos últimos anos.

Em termos de importações e exportações como porcentagem do produto interno bruto, o Brasil é o país menos aberto na lista da OCDE, menos até do que a Argentina. No lado fiscal, o orçamento do Brasil é um estudo sobre como não desenvolver um país. Em 2016, ela gastou 16% de seu orçamento em pagamentos de juros sobre a dívida do governo, que é mantida por investidores, empresários e poupadores da classe média alta. Isso foi mais do que educação (12%) e saúde (12%).

De fato, os pagamentos de juros foram o segundo maior desembolso no orçamento, vencidos apenas pelos benefícios sociais (35%), que eram em sua maioria pensões. Dado que o sistema previdenciário do Brasil é um dos mais injustos do mundo, beneficiando desproporcionalmente relativamente os servidores públicos que podem se aposentar aos 50 anos, o orçamento do Brasil beneficia ativamente os ricos sobre os pobres e não deixa dinheiro para investimentos.

O relatório da OCDE previu que o crescimento do PIB do Brasil chegaria a 2,2% neste ano e 2,4% em 2019. Esta é uma recuperação da economia emergindo de sua pior recessão na história e procurando pelo menos retornar ao seu tamanho anterior. O Brasil empreendeu algumas reformas, diz Jens Arnold, um dos autores do relatório. Isso inclui a redução do subsídio implícito nos empréstimos do banco de desenvolvimento BNDES.

Se o Brasil quiser redescobrir seus espíritos animais, o próximo governo terá que se tornar um campeão para desfazer as distorções mais terríveis da economia, começando com as aposentadorias. Brevemente O México pediu expressamente a Washington para excluí-lo de quaisquer tarifas de aço e não terá “nenhuma opção”, mas retaliar com suas próprias tarifas se os EUA não o fizerem, disse uma fonte próxima à posição mexicana depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou 25 por cento de imposto sobre as importações de aço.

A Uber recebeu com satisfação a decisão dos legisladores do Brasil de aprovar regulamentações menos rigorosas, após as propostas iniciais ameaçarem subverter as operações em um dos maiores mercados mundiais de aplicativos de reserva de carros. A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, anunciou um aumento de 64% no lucro líquido do ano, impulsionado pela economia obtida com a aquisição da SABMiller e uma recuperação no Brasil, um dos maiores mercados do país.

Marina Silva, candidata à presidência e ambientalista brasileira que obteve 22 milhões de votos nas eleições gerais de quatro anos atrás e que está em terceiro nas pesquisas antes da votação de outubro. Gráfico da semana O Brasil continua à margem do comércio global – OECD Economic Surveys: Brazil 2018 Seja alertado sobre a economia brasileira

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